terça-feira, dezembro 04, 2007
Ranking da necessidade de Guelras
Santa Maria - 94,1
Graciosa - 84,5
Pico - 82,9
São Jorge - 81
Faial - 77, 5
Terceira - 73,9
Corvo - 73,8
São Miguel - 70,2
quinta-feira, novembro 22, 2007
"Açores: gestores públicos com ordenados de quase sobrevivência"
terça-feira, novembro 13, 2007
Sementeiras I
Por vezes, não é importante o TPC estar correcto. Basta fazê-lo.
sábado, novembro 10, 2007
Outras da coesão I


burgalhau.blogspot.com
terça-feira, novembro 06, 2007
informação geográfica. Poder.
Com esta medida podemos esperar uma maior sensibilidade para a necessidade de acesso a esta informação em todas as parcelas do territério (saiu-me e ficou) açórico. É que, hoje, se um mariense precisar de aceder aos serviços da "cadastral", tem de desembolsar 110€ para se deslocar 100km mais a Norte.
Abrindo o plano e olhando esta notícia ao largo, em composição com outras, confirmo cada vez mais a seguinte teoria (ou a conjugação de duas):
Tal como o país de Abril de 74 nunca permitiria a uma maioria PSD (ou de direita) governar como o PS de Sócrates o está a fazer, um Governo Regional do PSD (ou de alguma direita, com ou sem FLA) nunca conseguiria da República os avanços autonómicos que os Governos de Carlos César têm conseguido.
Agora imaginem se na Madeira a democracia não estivesse doente.
segunda-feira, novembro 05, 2007
sábado, novembro 03, 2007
Questões do post anterior
- Como vamos impedir que haja açorianos de 1ª e de 2ª?
- Como vamos cumprir o conceito de coesão das ilhas açorianas?
- Como vamos conseguir que os preços médios ao consumidor sejam os mesmos em todas as ilhas?
- Vamos reduzir as tarifas de transporte marítimo e aéreo de mercadorias?
- Vamos reduzir o IVA pago nas ilhas da coesão? Tipo: 21% no continente; 15% nas ilhas maiores; 10% nas ilhas da coesão?
- Em sede de IRS? o que podemos fazer?
- Santa Maria tem, em proporção, o maior número de beneficiários do Rendimento Social de Inserção (RSI). Por outro lado é a ilha com o maior rendimento per capita, o que inflaciona os preços nos seus mercados. Qual a solução? Aumentar o valor do RSI? Tipo: mais 50% para os beneficiários residentes nas ilhas da coesão? Ou dar um quintal para que vivam de uma agricultura de subsistência?
O mesmo para os pensionistas: Maior pensão para os residentes nas ilhas da coesão?
sexta-feira, novembro 02, 2007
Fronteira Cabrestantes-formigas
Quem sonhava com a instalação de um supermercado "Modelo" em Santa Maria pode acordar. Hello!!? Acorda!!
Segundo esta notícia do DA, vamos ter de contar apenas com os que cá estão. D. Sebastião já não tem permissão para as ilhas da coesão. Tal qual Cavaco Silva, fica-se pelo "Circuito Açoriano".
As Câmaras de Comércio dos Açores conseguiram levar o seu lobby a bom porto e, assim, salvaguardar-se da proliferação dos satélites das grandes superfícies por todo o país. Parabéns! Temos agora condições de manter mais uns postos de trabalho e fazer perdurar as nossas micro empresas familiares. Não tarda nada, teremos indemnizações compensatórias para exploração de mini-mercados nas ilhas de coesão.
É caso para dizer: Abaixo das Formigas, trabalham as suas amigas; Para lá dos Cabrestantes, que se amanhem os restantes.
PS. Fica por fazer a relação entre este diploma e a efectivação da compra do grupo Nicolau Sousa Lima e a sua INSCO pelo polvo Bensaúde.
quarta-feira, outubro 31, 2007
Outono. Outubro.
Neste Outubro caiu uma das últimas folhas caducas do Aeroporto de Santa Maria: no dia 25 entrou em vigor a emenda ao AIP Portugal que define o horário de abertura deste aeroporto como sendo das 06:30 às 21:30. No período de encerramento, o aeroporto continua a acolher aeronaves desde que paguem uma taxa de reabertura (guia de taxas e portaria nº 666/2007).
Com esta medida, o Aeroporto de Santa Maria aproxima-se ainda mais de uma gestão pautada por práticas de empresa privada do que de "good old" empresa pública. Possivelmente, não teria de limitar o seu horário de abertura para justificar o pagamento de taxas no período nocturno. Mas, com esta medida, mata dois coelhos: recebe as taxas de reabertura, prolongamento ou antecipação e reduz nos encargos com os seus funcionários. É assim na vida real das empresas. Há que fazer pela vida, diria Socrates. Um deles.
Mas, como qualquer Outono, é apenas mais uma etapa para uma nova primavera. Como qualquer árvore, precisa de se preparar para reflorescer. A empresa ANA estará apenas a zelar pelos seus intreresses comerciais e pela valorização dos postos de trabalho dos seus funcionários numa análise técnica, serena e realista do novo tráfego aéreo no Atlântico Norte.
Vejamos:
Há mercado. O número de clientes deste aeroporto é cada vez maior. Cada vez mais aeronaves atravessam o Atlântico e, escalando os Açores, é tanto que poupam em tempo e combustível que compensará pagar taxas de reabertura;
Existem apenas dois aeródromos capazes de receber qualquer aeronave: Lajes e Santa Maria. Ponta Delgada, Horta e Pico também podem receber aeronaves de grande porte. No entanto, Ponta Delgada começa a ficar congestionado com o seu próprio tráfego e a Horta e Pico não têm os serviços nem as condições necessárias;
O aeródromo das Lajes é uma infraestrutura militar com Aerogare Civil gerida pelo Governo Regional. Como tal, não pode - regulamentar, política e moralmente - competir com uma infraestrutura de gestão "tendente a privada".
Com isto, e como já o referi num outro post ("Aviação - sector tradicional"), cabe a Santa Maria preparar-se para essa primavera. Por mais parca que seja, será, com certeza, mais real do que outras que tivemos.
PS. O Notam que adia o encerramento às 21:30 até 30 de Março é apenas isso mesmo... um adiamento para fazer coicidir com a Primavera :-) De resto, é a mesma novela dos Notam's que encerrou o Aeroporto de Santa Maria à meia-noite.
quinta-feira, outubro 18, 2007
37 euros - PDL - SMA
Ponta Delgada - Santa Maria são 80€.
Dados de 2006:
O Porto Santo movimentou 97.731 passageiros na sua ligação com a Madeira. Dividindo este número de passageiros pelo número de movimentos de aeronaves na mesma rota (4275), podemos concluir que a taxa de ocupação da ligação Madeira-Porto Santo é de 22.86 passageiros por voo.
Santa Maria movimentou 53.842 passageiros "interiores" e teve 1407 movimentos regulares (Satinhas de e para São Miguel, basicamente). Ora, 53842/1407= 38,26 passageiros por voo na ligação PDL-SMA.
4275 ligações com média de 22,86 passageiros, custa 37€ a cada madeirense.
1407 ligações com média de 38,26 passageiros, custa 80€ a cada açoriano.
Aeroporto de Santa Maria crece 1402%

É difícil levar a sério. Mas é a notícia do Jornal de Negócios referindo-se ao aumento de carga movimentada neste aeroporto.
Atenção: no próximo ano não venham dizer que o Aeroporto de Santa Maria desce 600% em carga (1402-600=+802%) e que apesar de tal e tal e tendo em conta o x minúsculo e o y maiúsculo, quando o vento sopra de Sul os pássaros de ferro que voltem para casa.
(foto de António Sequeira no Azoresairphotos)
terça-feira, outubro 16, 2007
Aviação - sector tradicional
Por mais que custe, até a nós próprios, a aviação é, nos Açores... desculpe, em Portugal, um "sector tradicional" de Santa Maria. É obvio que esta indústria vai passar a dar trabalho a cada vez menos pessoas devido às naturais evoluções tecnológicas e outras. Vemos isso em todas as áreas e a aviação não é excepção.
Mas, se nos Açores será cada vez mais necessário uma infra-estrutura para dar apoio à crescente aviação civil que cruza o Atlântico; se este serviço criará postos de trabalho, por poucos que sejam; se este serviço não está dependente de uma massa populacional que lhe dê viabilidade comercial, mas sim de uma infra-estrutura que Santa Maria possui e não vê igual nestas ilhas...
Então porquê o sacudir e puxa-de-um-lado-puxa-do-outro-a-ver-se-cai onde não é preciso?
segunda-feira, outubro 15, 2007
Do fim-de-semana
sábado, outubro 13, 2007
sexta-feira, outubro 12, 2007
A SATA e a separação das águas dos ares
Já da sua vogal, ex-directora regional, o curriculum é outro... Mas agora que a cadeira de Director Regional dos Transportes Aéreos e Marítimos está livre, acho que é altura de finalmente separar as águas dos ares. É que, assim sem dar por isso, a aviação é uma das maiores indústrias dos Açores. Ter a Direcção Regional desta indústria afundada nas águas turbulentas do transporte marítimo tem levado os Governos Regionais (todos, porque sempre foi assim ou pior) a chutar para o canto-SATA, quando há um assunto a haver com aviação.
Ora esta ausência de alguém conhecedor e que esteja atento à evolução desta industria tem feito dos Governos Regionais entidades politicamente cegas. Como consequência disso e à excepção da gestão do espaço aéreo e da sua companhia aérea, os Açores são uns farrapos no que toca a aviação.
quinta-feira, outubro 11, 2007
Não há Cavaco. Silvas há muitas!
quarta-feira, outubro 10, 2007
Parque de Antenas dá boleia
Apesar do nome pomposo, não se trata de uma empresa de produção de tecnologia aerospacial, mas sim de processamento de dados de satélite para fornecer informações essenciais a sectores como a oceanografia, a agricultura ou o urbanismo. A Empresa Açoriana do Espaço criará emprego qualificado e instituições como o Inova ou a Universidade dos Açores poderão ali tentar colocar alguns dos melhores elementos saídos dos seus cursos mais tecnológicos.
A empresa aproveita a boleia das estações da Agência Espacial Europeia e da Edisoft em Santa Maria, servindo de “arranque” para o investimento externo no segmento das novas tecnologias nos Açores. A criação da Empresa Açoriana do Espaço está a ser tratada como um autêntico “projecto de interesse regional”, contando com apoios reforçados do Governo, que podem passar até pela cedência do espaço para a instalação da empresa."
Esta é a notícia na página 7 do AO de 4ª-feira, 10 de Outubro, tendo como fonte a notícia do GACS que, naturalmente, não poderia utilizar a palavra "boleia"... e que de notícia tem pouco, pois, já em Dezembro de 2006, a Intervenção do secretário regional da Habitação e Equipamentos em Santa Maria, em plena "ermida das vitórias", traçou o rumo.
insularignorância - Mais uma prova de que os açorianos não conhecem os Açores
Tomaz Dentinho, um dos colinistas mais activos da ilha Terceira, escreveu isto no União:
O Duarte Mendes , de Santa Maria [deve estar a referir-se a Duarte Moreira?], telefonou-me ontem lamentando o artigo que escrevi sobre a localização do Congresso da Carne em Santa Maria, em que argumentava que o local mais propício deveria ser, ou nas ilhas manifestamente produtoras de carne de bovino como o Pico, ou nas ilhas em que a carne é um sub - produto relevante à estruturante produção de leite, como é o caso de São Miguel ou Terceira. Eu estava enganado. Conforme me informou o Engº Duarte Mendes, Santa Maria tem actualmente uma importante produção de carne de bovino e o Congresso da Carne foi um enorme sucesso. As minhas desculpas aos organizadores e aos leitores, e fico à espera do artigo de resposta que, segundo me disse, iria enviar para melhor esclarecimento dos leitores.
É necessário um trabalho árduo e persistente para reverter esta insularignorância.
segunda-feira, outubro 08, 2007
Congresso da Carne: o que me escapou
Porquê no dia 4 de Agosto? Foi nesse dia que o jornal A União noticiou que estava a ser preparado o esquema de abate da Carne dos Açores IGP: seria centralizado na ilha do Pico, pois, esta ilha tem um novo e moderno matadouro e está no centro do arquipélago.
Quais as dúvidas?
- Se os lavradores marienses são dos que mais engordam a estatística dos produtores açorianos certificados IGP;
-Se os lavradores marienses não têm expressão na fileira do leite, ao ponto de até o Corvo ter mais vacas leiteiras e quota leiteira do que Santa Maria;
- Se as condições naturais do pastoreio da ilha levaram a que se investisse as energias neste sector da agropecuária - a carne - em detrimento do leite;
- Se, finalmente, os marienses têm um matadouro totalmente equipado e preparado para ser certificado IGP (depois de serem construídas em todas as ilhas unidades industriais de transformação e outros investimentos no sector da agropecuária - leite, dando-lhes a possibilidade de valorizarem os seus produtos);
Porque razão terão os lavradores marienses de continuar a exportar o seu gado vivo e assim desvalorizar o seu melhor bife?
Generalizando: porque é que quando estamos no centro do Atlântico somos um rochedo e quando somos uma ilha, somos periferia?