“Os jovens deparam-se com problemas tão graves ou talvez mais graves do que aqueles que nós tivemos que enfrentar – o desemprego por exemplo. Por vezes não têm recursos… o sistema ultrapassa-os, o sistema oprime-os, criando-lhes uma aparência de liberdade. (...) Eu creio que a única atitude foi aquela que nós tivemos. “Nós”, eu refiro-me à minha geração. De recusa frontal; de recusa inteligente; se possível até pela insubordinação; se possível até pela subversão do modelo de sociedade que lhes está a ser oferecido. Com belos discursos; com o fundamento da legalidade democrática; com o fundamento do respeito pelos direitos dos cidadãos… é de facto uma sociedade teleguiada de longe por qualquer FMI; por qualquer “Deus” banqueiro… que é imposta aos jovens de hoje. Tal como nós, eles têm que a combater; tem que a destruir; tem que a enfrentar com todas as suas forças... organizando-se para criarem a sociedade que têm em mente que não é – estou convencido – a sociedade de hoje.”
Sharequarta-feira, abril 27, 2011
sexta-feira, fevereiro 04, 2011
A música portuguesa está em revolução.
SOU DA GERAÇÃO SEM REMUNERAÇÃO
E NÃO ME INCOMODA ESTA CONDIÇÃO.
QUE PARVA QUE EU SOU!
PORQUE ISTO ESTÁ MAL E VAI CONTINUAR,
JÁ É UMA SORTE EU PODER ESTAGIAR.
QUE PARVA QUE EU SOU!
E FICO A PENSAR,
QUE MUNDO TÃO PARVO
ONDE PARA SER ESCRAVO É PRECISO ESTUDAR.
SOU DA GERAÇÃO ‘CASINHA DOS PAIS’,
SE JÁ TENHO TUDO, PRA QUÊ QUERER MAIS?
QUE PARVA QUE EU SOU
FILHOS, MARIDOS, ESTOU SEMPRE A ADIAR
E AINDA ME FALTA O CARRO PAGAR
QUE PARVA QUE EU SOU!
E FICO A PENSAR,
QUE MUNDO TÃO PARVO
ONDE PARA SER ESCRAVO É PRECISO ESTUDAR.
SOU DA GERAÇÃO ‘VOU QUEIXAR-ME PRA QUÊ?’
HÁ ALGUÉM BEM PIOR DO QUE EU NA TV.
QUE PARVA QUE EU SOU!
SOU DA GERAÇÃO ‘EU JÁ NÃO POSSO MAIS!’
QUE ESTA SITUAÇÃO DURA HÁ TEMPO DEMAIS
E PARVA NÃO SOU!
E FICO A PENSAR,
QUE MUNDO TÃO PARVO
ONDE PARA SER ESCRAVO É PRECISO ESTUDAR.
quarta-feira, dezembro 22, 2010
República deixa de pagar IRS que estava no Orçamento do Estado
"O Governo da República, através do Ministério das Finanças, não transferiu para as autarquias açorianas os 5 por cento do IRS do mês de Dezembro a que têm direito, desrespeitando assim uma norma que está no Orçamento do Estado deste ano e que vinha sendo cumprida desde Janeiro. Ao Açoriano Oriental, o gabinete de imprensa do Ministério das Finanças explicou as razões desta suspensão: “todo o IRS cobrado nas Regiões é entregue às Regiões. Compete às Assembleias Regionais determinar se 5 por cento desse IRS é ou não entregue às autarquias das Regiões. O Governo da República não pode nem deve entregar a totalidade do IRS cobrado nas Regiões acrescido de 5%, pois isso implicaria afectar às Regiões mais receita do que aquela que efectivamente cobraram”. Embora o Ministério das Finanças não tenha respondido taxativamente à questão de vir ou não a transferir ainda a verba de Dezembro, cumprindo com o que está no Orçamento do Estado - apesar da insistência do Açoriano Oriental - a resposta é, no entanto, clara quanto à posição do Ministério sobre esta matéria e que é a de não transferir os 5 por cento do IRS, alegando que deve ser das receitas regionais que ele deve sair e não do todo nacional, no que seria uma ‘dupla’ receita dos Açores. Esta é, aliás, a interpretação do Ministério das Finanças que fez com que essa verba não fosse transferida em 2009 e tal só aconteceu este ano porque foi possível chegar a um acordo político que já não vai, tudo indica, ser possível retomar no Orçamento do Estado para 2011. Fica assim cada vez mais claro que serão os tribunais, aos quais já recorreram algumas câmaras açorianas, a decidir sobre este conflito, que resulta da ‘colisão’ entre as leis de Finanças Locais e Regionais, sendo que nenhuma tem valor reforçado para se sobrepor à outra. Por um lado, a Lei de Finanças Locais prevê que as Câmaras possam receber 5 por cento do IRS que é cobrado nos seus concelhos. Por outro lado, a Lei de Finanças Regionais destina exclusivamente aos Governo Regionais a receita do IRS cobrado nos Açores e na Madeira. O Governo da República entende que devem ser as Regiões a ceder os 5 por cento do IRS às autarquias e o Governo Regional entende que não pode a Lei de Finanças Regionais ser desvirtuada por contradições legislativas criadas pela própria República. E ninguém cede neste processo. O não pagamento da última transferência mensal do IRS de 2010 gerou, entretanto, reacções dos dois principais partidos nos Açores, com o PS a condenar pela primeira vez a intransigência do Governo da República (da mesma cor partidária) nesta matéria e a colocar-se também ao lado da Associação de Municípios dos Açores na sua vontade de resolver o assunto em tribunal. Já para o PSD, o não pagamento pelo Ministério das Finanças dos 5 por cento do IRS de Dezembro configura uma vingança sobre os Açores, após a polémica da remuneração compensatória."
sábado, dezembro 04, 2010
sexta-feira, novembro 19, 2010
Ao primeiro dia da Cimeira NATO
domingo, outubro 24, 2010
SMA-PDL > AZO-LIS
domingo, setembro 05, 2010
Setembro
Excerto de texto "Açores, Portugal e a modernidade fugidia - ou a Europa como âncora", da autoria de Onésimo Teotónio Almeida, lido na sessão comemorativa do Dia de Portugal, de Camões e da Comunidades Portuguesas, promovida pelo Gabinete do Representante da República, Angra do Heroísmo, 10 de junho de 2010. Publicado aqui.
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quarta-feira, julho 21, 2010
Obituário Mariense
terça-feira, junho 22, 2010
"Totalmente Contra" mais Campos de Golfe
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segunda-feira, abril 19, 2010
sexta-feira, abril 16, 2010
Aeroportos Portugueses?
Estenda-se: portugueses e açorianos. Ou melhor, portugueses, açorianos, portuenses e algarvios... Apenas os madeirenses ficam de fora!
terça-feira, abril 13, 2010
SATA, "low costs" e mitos
quinta-feira, fevereiro 18, 2010
De que vale “Povo Açoriano”
É no domínio político sobre o território e suas infra-estruturas que os Estados e regiões exercem e afirmam a sua Soberania - mãe da Autonomia que a sustenta. É, portanto, também através dos aeroportos, como infra-estruturas basilares na rede de comunicações internas e externas, que os vários patamares dos órgãos de poder público praticam o princípio de subsidiariedade, assumindo as funções que possam prosseguir de forma mais eficiente e mais adequada do que os órgãos de patamares superiores dos Estados e entidades supra-estaduais, afirmando e defendendo os interesses dos povos que representam.
Na sessão plenária da passada semana da Assembleia Legislativa Regional dos Açores (ALRA) foi a votação a Proposta de Resolução da autoria do PCP/A no sentido de “recomendar ao Governo que desenvolva as diligências necessárias junto da ANA Aeroportos, SA e respectiva tutela para que tomem medidas no sentido da redinamização e reforço da competitividade do Aeroporto de Santa Maria”. Ao baixar à Comissão de Economia da ALRA, foi sugerido ao preponente desta Resolução que, no lugar de Governo Regional, fosse esta Resolução orientada ao Governo da República, “pois a tutela da empresa em causa é o Governo da República.” Ao subir a plenário, com as “devidas” alterações introduzidas, a Resolução foi aprovada por unanimidade.
Perante esta postura, cremos ser tempo de relembrar que esta mesma Assembleia aprovou, também por unanimidade, o conturbado e a muito custo publicado Estatuto Político-Administrativo dos Açores o qual reafirma, no tocante à função executiva do Governo Regional (artº 90º), que “compete ao Governo Regional, no exercício de competências administrativas, superintender nos serviços, institutos públicos e empresas públicas e nacionalizadas que exerçam a sua actividade exclusiva ou predominantemente na Região, e noutros casos em que o interesse regional o justifique”. Mais claro ainda é o seu artº 56º, ao definir as matérias de competência própria da Assembleia Legislativa Regional, determinando que “compete à Assembleia Legislativa legislar em matérias de infra-estruturas, transportes e comunicações e que estas abrangem, designadamente, os aeroportos, aeródromos, heliportos e outras infra-estruturas aeroportuárias civis; os transportes terrestres, marítimos e aéreos;”
A alteração e a aprovação desta Proposta de Resolução reorientando-a para o “saco roto” do Governo da República que tem mais com que se “alco-chatear” e que, nos dias de hoje, mais parece um saco de boxe, manifesta-se como uma fuga à defesa dos interesses dos açorianos e dos desígnios autonómicos. No caso presente, é o reconhecimento tácito pelos órgãos de poder regional de que o Aeroporto de Santa Maria e sua zona habitacional sempre foram e continuarão a ser como que uma “base aérea civil do Governo da República Portuguesa em território açórico”, da qual a Assembleia Regional se demite das suas prerrogativas legislativas.
Somos levados a questionar: de que vale “Povo Açoriano” se o nosso primeiro órgão autonómico afirma que os nossos próprios problemas nos são alheios?
13 de Fevereiro de 2010
Publicado em http://jornalacores9.com/Opiniao.html
segunda-feira, fevereiro 15, 2010
Transferências do Estado para os municípios




